Água gelada do mar substitui o ar-condicionado

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Será construído em Dartmouth, Canadá, um sistema para resfriamento de um complexo de 5 prédios que utilizada a água gelada do mar. O complexo – Alderney Landing – possui 28.000 metros quadrados e se divide em centro de convenções, galeria de artes, mercado público e teatro. O projeto, estimado em U$3 milhões, economizará cerca de U$250.000 por ano devido aos custos do resfriamento convencional.

O primeiro projeto deste tipo utilizará água gelada das profundezas do baía de Halifax. A empresa Performance Energy Systems perfurará rochas localizadas a 180 metros de profundidade que armazenarão a água gelada para o resfriamento do complexo durantes os meses mais quentes. Após completo, o projeto utilizará 100% energia renovável para o resfriamento e diminuirá em até 90% os custos de resfriamento.

O uso criativo de um recurso renovável ainda terá como benefício a remoção de 1 tonelada de clorofluorcarbono (CFC) pela substituição do sistema de ar condicionado.

Via Ecotality Life

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Hidrogênio a partir de algas: produção, armazenamento e distribuição no mesmo local

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A célula de combustível a hidrogênio talvez ainda não se torne viável para veículos durante os próximos anos. Porém, um grupo de profissionais bastante criativos da Philadelphia, conhecido como 20/2 Collaborative, projetou um conceito único que possibilita a produção biológica de hidrogênio on-site e sua distribuição para o abastecimento de veículos. O projeto mistura lagoas de algas com balões flutuantes para a integração da produção do combustível e sua distribuição, e permite que o combustível renovável seja criado e distribuído no mesmo lugar.

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A idéia congrega o trabalho de diversos grupos de pesquisa, incluindo cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, que estão investigando atualmente a produção de hidrogênio por algas. Embora o hidrogênio esteja rapidamente se tornando o combustível do futuro, seu armazenamento e distribuição têm sido um desafio. Os containeres necessários para seu armazenamento são muito grandes e, nos EUA, somente existem estações de abastecimento em Los Angeles, Nova York e em Washington D.C. O conceito desenvolvido pelo 20/2 Collaborative contempla os requirementos para o armzenamento do hidrogênio e integra o suprimento de combustível no ambiente construído visível. O resultado é uma infraestrutura limpa, em escala humana e que conecta o usuário à fonte.hidrogenio_balao4 hidrogenio_balao5

 

 

 

 

 

 

O conceito foi originalmente desenvolvido para uma aplicação em Reykjavik, Islândia, como parte do Vatnsmýri Urban Planning Competition. O grupo 20/2 Collaborative desenvolveu um protótipo da lagoa de algas e do balão capaz de produzir e armazenar hidrogênio suficiente para o abastecimento de até 12 veículos. Os pesquisadores estimam que uma lagoa com 10 metros de diâmetro seja capaz de produzir hidrogênio para 12 carros por semana.

Via Inhabitat

Captura de gás carbônico e injeção no subsolo

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NRG Energy e Powerspan, duas empresas do ramo de geração de eletricidade, anunciaram um plano para a criação de um dos maiores projetos de captura e seqüestro de dióxido de carbono originado por termoelétricas. As companhias disseram que a unidade a ser instalada em Sugar Land, no Texas, irá capturar e seqüestrar as emissões equivalentes a de um gerador de 125 megawatt.

A captura e o seqüestro de carbono tem sido apontada por especialistas como uma importante tecnologia para a redução das emissões de gases do efeito estufa originadas do carvão, um dos combustíveis mais sujos e abundantes. A idéia é construir as unidades de captura do carbono próximas às usinas termoelétricas.

A NRG Energy tem como plano capturar a poluição de seus geradores e então bombear esses gases no subsolo, o que ajudaria na extração de petróleo. A unidade foi projetada para capturar 90% das emissões de dióxido de carbono da termoelétrica e começará a operar em 2012.

O processo da Powespan, chamado Oxidação Eletro-Catalítica, filtra óxido nítrico, dióxido de enxofre, mercúrio e partículas finas das chaminés. O dióxido de carbono remanescente é capturado por uma solução de amônia, a qual é recuperada posteriormente. A empresa já captou U$60 milhões para o projeto.

Via CNET News

Países da OPEC anunciam fundo de U$750 milhões para tecnologias limpas

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Membros da OPEC anunciaram na semana passada que irão contribuir com U$750 milhões para o estudo de energias limpas e novas tecnologias, informou Cleantech.com. Esse fundo terá ênfase na captura e aprisionamento de carbono. A participação da Arábia Saudita será de U$300 milhões enquanto que os Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Qatar contruibuirão com U$150 milhões cada.

Em uma declaração, a OPEC afirmou que esse fundo

será importante para o desenvolvimento de tecnologias de petróleo mais limpas e mais eficientes para a proteção do ambiente local, regional e global, e de tecnologias que levem em consideração as mudanças climáticas, como o seqüestro de carbono e seu aprisionamento.

Um dos projetos das nações da OPEC inclui a tranformação de gás natural em combustível líquido para automóveis.

Software para projeto de prédios verdes

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Menos de 50% dos arquitetos levavam em consideração conceitos “verdes” nas construções cinco anos atrás. Porém, segundo a Autodesk, 90% deles irão construir com esse conceito em mente até 2012. Em uma pesquisa sobre Green Index realizada pela Autodesk, 70% dos entrevistados disseram que as exigências dos clientes estão acelerando os esforços para projetos de prédios que façam uso de menos energia, gerem menos resíduos e que custem menos durante sua operação.

A Autodesk, que desenvolve softwares profissionais para projetos em 3D, anunciou no Greenbuild Convention que está desenvolvendo um software que ajudará os projetistas a verem a pontuação obtida segundo o sistema LEED – Leadership in Energy and Environmental Design – gerenciado pelo Green Building Council norte-americano.

Com esse novo software, será possível obter informações em tempo real que possibilitarão a medição das modificações na qualidade do ar interno, uso de energia, emissões de gás carbônico e iluminação natural. Ainda no Greenbuild, a Green Building Studio revelou seus planos sobre um software que ajudará no projeto de prédios carbono neutros. O aplicativo funcionaria com o CAD 3D e mediria a temperatura externa e a economia de energia interna, ventilação e uso de água.

Via CNet

Uma cidade inteira abastecida por energia solar

Ter uma residência abastecida com energia solar já é algo complicado. Imagine uma cidade inteira. Cloncurry, uma cidade australiana de 3000 habitantes, será a primeira de uma série de pequenas cidades a ser 100% abastecida por essa fonte renovável.

Escolhida para sediar a nova estação de energia solar térmica, a cidade terá eletricidade disponível mesmo com tempo encoberto e durante a noite. Diferentemente de um sistema de painéis fotovoltaicos que produzem eletricidade de forma direta, o sistema a ser implantado transformará o calor do sol em energia térmica em um primeiro momento. A iluminação do sol será refletida por 8000 espelhos em direção à gigantescos blocos de grafite que, com o aquecimento, irão converter água em vapor. O vapor produzido vai gerar eletricidade ao passar por diversas turbinas. Os blocos irão reter o calor por diversas horas após o pôr-do-sol garantindo, desta forma, um suprimento contínuo de eletricidade durante as 24 horas do dia.

As emissões de gases do efeito estufa por parte da Austrália estão entre as maiores per-capita do mundo. De acordo com o primeiro-ministro australiano, John Howard, “a prioridade do governo é o foco em eficiência energética e tecnologia para limitar as emissões de carbono”.

O ano previsto para que a cidade inteira seja abastecida pelo novo sistema é 2010.

Via Reuters

Carregador solar flexível e portátil

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A empresa norte-america Brunton desenvolveu um produto bastante útil para quem viaja por lugares não muito convencionais onde encontrar uma simples tomada não é uma tarefa das mais fáceis: o SolarRoll. Trata-se de um painel solar de 30cm x 150cm com capacidade para recarrregar laptops, celulares, câmeras e até baterias de carro.

O tempo médio de recarga de um telefone celular, por exemplo, é de 2 horas utilizando-se o modelo SolarRoll 9. E entre 5 e 10 horas para recarregar um laptop. De fácil transporte (dá para enrolar) e à prova d’água.

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Entre U$199 e U$479 no site da Brunton.