Prêmio inovação 2007 – Células solares impressas

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A revista norte-americana Popular Science divulgou esta semana os vencedores dos prêmios de inovação em diversas categorias. O produto vencedor da categoria Tecnologias Verdes venceu também como a inovação do ano: Nanosolar Powersheet. A Nanosolar, uma empresa situada no Vale do Silício, produz células solares através do processo tradicional de impressão em prensas. Uma fina camada de um nano-pigmento capaz de absorver energia solar é impressa em folhas de metal. Desta forma, os painéis podem ser produzidos custando cerca de um décimo do custo de um painel tradicional e a uma velocidade de centenas de folhas por minuto. Na verdade, é um painel solar sem painel; é um revestimento maleável que pode ser facilmente distribuído pelo telhado de uma casa e que converte energia solar em energia elétrica. Com investimento dos fundadores do Google e contando com $20 milhòes de dólares do Departamento de Energia norte-americano, as primeiras células comerciais da Nanosolar começaram a sair das prensas este ano.

O elevado custo tem sido o grande problema da indústria de energia solar. As células tradicionis requerem silício para sua fabricação, um elemento extremamente caro. Outro problema é que estes painéis são montados em vidro, o que os torna pesados, perigosos e caros para o transporte e instalação. Além disso, cerca de 70% do silício se perde durante o processo de fabricação. A Nanosolar não utiliza silício e o processo de fabricação permite a criação de células tão eficientes quanto as células comerciais mais comuns por cerca de 30 centavos de dólar por watt. Uma célula tradicional chega a ser produzida ao custo de 3 dólares por watt. Segundo Dan Kammen, diretor-fundador do Renewable and Appropriate Energy Laboratory da Universidade da Califórnia, Berkeley:

Estamos falando sobre a impressão de rolos desse produto e instalação em trailer, garagens, em qualquer lugar que você quiser. Isso é uma grande mudança no modo como pensamos sobre energia solar e uma alteração essencial na economia da energia solar.

A empresa acabou de construir em San Jose, Califórnia, o que em breve será a maior unidade manufatureira de painéis solares do mundo. Quando a unidade entrar em operação no início do próximo ano, serão produzidas por ano células solares capazes de criar 430 megawatts – mais do que o total combinado de cada planta solar existente nos EUA. As primeiras 100.000 células serão enviadas à Europa, onde um consórcio irá construir uma planta de 1,4 megawatt em 2008.

Para se ter uma idéia do potencial dessa nova tecnologia, o governo da Califórnia dará incentivos fiscais para que sejam instalados 100.000 tetos solares por ano, pelos próximos dez anos (o estado conta atualmente com 30.000 tetos solares).

Mais detalhes sobre o produto podem ser vistos no site da revista que disponibiliza uma animação sobre a fabricação do painel e dá detalhes sobre as camadas constituites do Powersheet.

popsci.com

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