Máquina de lavar integrada ao sanitário

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Criado pelo design turco Sevin Coskun, um dos participantes da competição “Greener Gadgets Design” é o “Washup”. O produto, que ainda é um mero conceito, integra a máquina de lavar roupas à descarga do vaso sanitário. A água descartada pela máquina de lavar é armazenada em um tanque e reutilizada para dar descarga no vaso santário.

Além disso, como sugere seu inventor, o “washup” traz uma solução para o problema de falta de espaço para a máquina de lavar em residências de tamanho reduzido. Segundo sua descrição, “uma interface especial que inclui três unidades de controle semi-esféricas e dois botões de descarga foi projetada para uma utilização prática do produto”.

Via Core77

Biogas Personal Machine – transforme dejetos em combustível

sintexSintex, uma empresa Indiana produtora de materiais plásticos, desenvolveu um biodigestor bastante simples capaz de transformar dejetos em algo bastante útil: energia. O biodigestor pode ser abastecido com qualquer material orgânico. A decomposição desse material gera, entre outros produtos finais, gás metano, que é coletado e armazenado para uso posterior.

Um digestor de 1 metro cúbico inoculado com esterco de gado, é capaz de converter os resíduos produzidos por uma família de 4 pessoas em gás metano em quantidade suficiente para ser utilizado no cozimento de alimentos além de gerar lodo para ser utilizado como fertilizante.

O modelo de 1 metro cúbico custa aproximadamente $425 dólares. Segundo alguns estudos, esse valor pode ser recuperado em menos de dois anos pela economia de energia. Até o momento, a empresa instalou apenas 100 desses biodigestores em toda a Índia.

Via CNNMoney.com

Gás metano como combustível para automóveis

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Para Harold Bate, um granjeiro e inventor de Devonshire, Inglaterra, combustível nunca foi problema: ele tem utilizado o gás metano resultante da decomposição das fezes de frango para abastecer seu automóvel Hillman 1953. Segundo Bate, o gás é alimentado ao motor por um mecanismo especial inventado por ele e seu automóvel consegue atingir velocidades próximas a 120 Km/h sem o uso de gasolina.

Para a geração do metano, Bate introduz cerca de 15 litros de esterco de frango em um cilindro metálico selado o qual é mantido aquecido a 80 graus Celcius com o uso de uma lamparina a óleo. O gás é coletado em garrafas ou balões de plástico através de uma válvula de saída e armazenado para uso. O gás é também utilizado para aquecimento de sua residência e como combustível para um caminhão de cinco toneladas.

O metano é um combustível renovável e menos agressivo ao meio ambiente quando comparado a combustíveis fósseis. São gerados água e CO2 como sub-produtos de sua combustão. Além disso, pode ser produzido pelo aproveitamento de resíduos orgânicos que acabariam, na maioria das vezes, contaminando corpos d’água e sobrecarregando aterros sanitários.

Via MotherEarthNews

Saneamento para todos os brasileiros: ano 2122

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Apenas 47% da população brasileira têm acesso à rede geral de esgoto, e se for mantido o atual volume de investimentos o saneamento universal só será atingido quando o País completar 300 anos de independência, em 2122.

O alerta foi dado pelo não-governamental Instituto Trata Brasil (ITB), que busca mobilizar diferentes segmentos da sociedade para garantir o saneamento neste País com mais de 188 milhões de habitantes. Um estudo divulgado na semana passada pelo ITB de autoria do pesquisador Marcelo Néri, mostra que a rede de esgoto cresceu menos em comparação com outros serviços públicos, como água, coleta de lixo e eletricidade.

Quanto menor é o investimento maior é a mortalidade de crianças até seis anos de idade, que se eleva nos locais onde não há esgoto, afirma o estudo. As doenças relacionadas com a falta de saneamento causaram cerca de 700 mil internações hospitalares anuais na última década, disse à IPS Luís Felli, presidente do ITB, que conta com apoio do setor privado e que encomendou a pesquisa à Fundação Getulio Vargas. Estima-se que 65% das internações de menores de 10 anos são causadas, entre outras causas, pela deficiência ou falta de esgoto tratado.

Mas, segundo Felli, a falta de saneamento não se reflete apenas na saúde, mas também afeta a educação: 34% das ausências de crianças até seis anos na pré-escola e na escola primaria se devem a doenças derivadas da contaminação da água, com a diarréia. Diariamente, morrem sete menores de cinco anos. “São mais de 200 mortes por mês. Isso equivale a um avião lotado de crianças caindo por mês no Brasil”, comparou Felli. Os cálculos do ITB mostram que para cada real que fosse investido em saneamento se poderia economizar US$ 2,28 em gastos de saúde.

Além disso, mais saneamento também significa uma “redução do custo Brasil”, já que a criação de infra-estrutura básica atrairia novos negócios e novas indústrias, que aumentariam a geração de emprego e renda, disse Felli. O presidente do ITB deu, como exemplo, que US$ 57 milhões investidos em obras de saneamento gerariam 30 empregos diretos e 20 indiretos, além de empregos permanentes quando o sistema entrasse em operação. Com investimento de US$ 6,2 bilhões por ano, reclamado por especialistas em saneamento, seriam gerados 550 mil novos empregos no mesmo período.

O estudo do ITB foi divulgado às vésperas de 2008, declarado pela Organização das Nações Unidas como Ano Internacional do Seneamento Básico. Os governos do mundo se comprometeram em 2000 a reduzir pela metade a porcentagem de pessoas sem acesso à água potável e ao saneamento, até 2015.

Via IPS

Efluente de cervejaria – solução sustentável para geração de eletricidade

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Um projeto de cooperação entre a University of Queensland (UQ) e a cervejaria Forster’s recebeu $140.000 dólares do Fundo de Inovação em Energia Sustentável do governo de Queensland. A pesquisa: “geração de eletricidade a partir do efluente gerado na produção de cervejas”. A geração é feita através de células de combustível microbianas (MFC – Microbial Fuel Cells) que se alimentam de forma contínua dos compostos orgânicos presentes na água residuária, convertendo-os em watts. O processo também gera água e dióxido de carbono. De maneira sucinta, as bactérias presentes nesta célula utilizam um eletrodo – o ânodo – como aceptor de elétrons durante a oxidação de seu doador de elétrons, ou seja, o efluente. Os elétrons são guiados por um circuito elétrico a um segundo eletrodo – o cátodo – onde um aceptor de elétrons é reduzido sob potencial elevado. Dessa forma, eletricidade é gerada.

De acordo com o diretor do Advanced Water Management Centre (AWMC) da UQ, Professor Jurg Keller, “o gerenciamento de efluentes não se foca mais em apenas tratar a água residuária mas em gerar ou recuperar algum produto com valor como a água, energia e nutrientes. Além disso, o suprimento de água e de energia estão entre os maiores desafios que iremos enfrentar nas próximas décadas. Desse modo, devemos aprender a como diversificar nosso portfólio de combustíveis e a reduzir nosso uso de água.”

O time de pesquisadores trabalha em colaboração com a University of Ghent, Bélgica, e recebe um suporte de $1,3 milhões de dólares do Australian Research Council Discovery, além do suporte financeiro da Foster’s, que tem sido reconhecida por seus programas inovadores na redução do consumo de água e aumento da reciclagem.

Uma patente para a tecnologia ainda está pendente. A tecnologia desenvolvida é para aplicação em pequenas e médias operações e poderia ser utilizada por diversas indústrias como a de alimentos, bebidas e manufatureiras. Os pesquisadores estão animados com o progresso alcançado com o protótipo de 10 litros e já planejam a instalação de um modelo em escala piloto cuja operação coincidirá com a conferência internacional de bio-energia que será realizada na Universidade.

Via The University of Queensland