CO2 em combustível

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Uma equipe de pesquisadores do Sandia National Laboratories está estudando a conversão de dióxido de carbono em combustível com a utilização da energia solar. O projeto, entitulado Counter Rotating Ring Receiver Reactor Recuperator (CR5), irá quebrar a ligação carbono-oxigênio para formar monóxido de carbono (CO) e oxigênio. O monóxido de carbono seria utilizado para produzir hidrogênio ou serviria para a produção de combustíveis líquidos como metanol, gasolina ou diesel.

A pesquisa tinha como objetivo inicial quebrar a molécula de água em hidrogênio. No ano passado, a química da conversão de CO2 em CO com a utilização do sol foi provada. O próximo passo é a construção de um protótipo para o início de 2008. O primeiro desafio será capturar CO2 de onde ele é gerado: usinas termoelétricas. Com essa tecnologia, o CO2 capturado a partir da queima de carvão poderia ser utilizado para a criação de combustível líquido. Segundo um dos pesquisadores,

A equipe desenvolveu um protótipo que irá quebrar o dióxido de carbono pelo uso de um processo viável e inteligente. Essa invenção, ainda que distante do mercado uns bons 15 ou 20 anos, carrega a promessa de ser capaz de reduzir as emissões de dióxido de carbono enquanto preserva a opção de continuar utilizando combustíveis que conhecemos e gostamos. Reciclar o dióxido de carbono em combustível é uma alternativa interessante e atrativa quando comparada ao processo de captura e armazenamento (CCS).

Via Science Daily

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Hidrogênio a partir de algas: produção, armazenamento e distribuição no mesmo local

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A célula de combustível a hidrogênio talvez ainda não se torne viável para veículos durante os próximos anos. Porém, um grupo de profissionais bastante criativos da Philadelphia, conhecido como 20/2 Collaborative, projetou um conceito único que possibilita a produção biológica de hidrogênio on-site e sua distribuição para o abastecimento de veículos. O projeto mistura lagoas de algas com balões flutuantes para a integração da produção do combustível e sua distribuição, e permite que o combustível renovável seja criado e distribuído no mesmo lugar.

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A idéia congrega o trabalho de diversos grupos de pesquisa, incluindo cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, que estão investigando atualmente a produção de hidrogênio por algas. Embora o hidrogênio esteja rapidamente se tornando o combustível do futuro, seu armazenamento e distribuição têm sido um desafio. Os containeres necessários para seu armazenamento são muito grandes e, nos EUA, somente existem estações de abastecimento em Los Angeles, Nova York e em Washington D.C. O conceito desenvolvido pelo 20/2 Collaborative contempla os requirementos para o armzenamento do hidrogênio e integra o suprimento de combustível no ambiente construído visível. O resultado é uma infraestrutura limpa, em escala humana e que conecta o usuário à fonte.hidrogenio_balao4 hidrogenio_balao5

 

 

 

 

 

 

O conceito foi originalmente desenvolvido para uma aplicação em Reykjavik, Islândia, como parte do Vatnsmýri Urban Planning Competition. O grupo 20/2 Collaborative desenvolveu um protótipo da lagoa de algas e do balão capaz de produzir e armazenar hidrogênio suficiente para o abastecimento de até 12 veículos. Os pesquisadores estimam que uma lagoa com 10 metros de diâmetro seja capaz de produzir hidrogênio para 12 carros por semana.

Via Inhabitat

Energia solar e hidrogênio geram eletricidade durante o ano todo

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O engenheiro civil Mike Strizki é o primeiro norte americano a viver em uma casa totalmente abastecida por energia solar e hidrogênio. Ele projetou e montou todo o sistema que conta com painéis solares, células de combustível a hidrogênio, tanques de armazenamento e uma unidade para a eletrólise da água conhecida como electrolyzer. O sistema converte eletricidade gerada por fontes renováveis em hidrogênio. Em dias de sol, painéis solares instalados no telhado da garagem geram mais eletricidade do que o necessário para abastecer sua casa. O excesso é utilizado para a eletrólise onde as moléculas de água são quebradas em seus átomos oxigênio e hidrogênio. Com esse sistema, o engenheiro consegue energia suficiente para sua casa durante todo o ano. Sua conta de energia elétrica é zero.

Após a eletrólise, o oxigênio é liberado para a atmosfera enquanto que o hidrogênio é armazenado em dez tanques de propano de 3700 L cada localizados em sua propriedade. No inverno, quando os painéis solares coletam menos energia do que a casa necessita, o hidrogênio armazenado é encaminhado para uma célula de combustível do tamanho de um aparelho de ar condicionado para a geração de eletricidade. Embora especialistas considerem que o sistema ainda está longe para ser adotado amplamente devido a seu elevado custo (cerca de $500 mil dólares), o americano pondera: “na minha opinião, nada é tão difícil ou tão caro para salvar o meio ambiente”.

Via The Christian Science Monitor

Restos de comida em energia

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Pesquisadores da Univerisity of California Davis estão se inspirando em Doc Brow do filme De Volta para o Futuro e utilizando restos de comida para produzir energia. Para quem não se lembra, o personagem de Chritopher Lloyd volta do futuro e abastece com lixo a sua Delorean.

Estudantes e professores estão envolvidos em um projeto chamado Biogas Energy Project onde trabalham no desenvolvimento de um digestor anaeróbio para a decomposição de matéria orgânica e geração de hidrogênio e metano, que poderão ser utilizados para produzir energia.

Atualmente, a equipe recebe cerca de 8 toneladas semanais de restos de comida de restaurantes localizados na área de São Fracisco, Califórnia, e produzem energia suficiente para abastecer 10 residências de grande porte. Dirigida pela professora Ruihong Zhang, o time do Biogás trabalha em parceria com uma companhia chamada Onsite Power Systems e irá operar em uma escala maior nos próximos meses quando a tecnologia será levada para fazendas e outras companhias que produzem resíduos orgânicos.

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De acordo com o diretor da Onsite Power Systems,

Essa tecnologia trará uma importante redução no uso de nossos aterros sanitários, além de petróleo e carvão utilizados na produção de eletricidade. Onsite Power Systems já investiu quase $2 milhões de dólares no desenvolvimento e aperfeiçoamento dessa tecnologia.

Via UC Davis News & Information