ZIF – novo material para a absorção de CO2

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Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), desenvolveram um novo material conhecido como ZIF (zeolitic imidazolate frameworks). Essas estruturas de cristal são capazes de efetivamente capturar o dióxido de carbono emitido durante a queima de combustíveis fósseis para a geração de eletricidade. Segundo o professor de Química da UCLA, Omar M. Yaghi,

(…) agora possuímos estruturas que podem ser precisamente utilizadas para capturar o dióxido de carbono e armazená-lo como um reservatório, como temos demostrado. Com essa técnica, o dióxido de carbono não escapa. Nada escapa, a menos que se queira. Acreditamos que isso será um divisor de águas na captura desse gás antes que ele chegue à atmosfera. A captura do CO2 cria energia mais limpa. Os ZIFs, se colocados em uma chaminé, reteriam o dióxido de carbono nos poros antes de direcioná-lo a seu espaço de armazenamento geológico.

Os ZIFs são porosos, quimicamente robustos, possuem grandes áreas superficiais, podem ser aquecidos a altas temperaturas ou fervidos em água ou solventes orgânicos durante uma semana sem se decomporem. Três de 25 ZIFs (ZIF-68, ZIF-69 e ZIF-70) capturam o CO2 de forma bastante eficiente. Eles capturam as moléculas de forma seletiva pelo seu tamanho e formato. O uso dos ZIFs substituiria os processos de captura atualmente existentes, caracterizados pelo uso intensivo de energia, pela baixa eficiência e pelo uso de materiais tóxicos.

Estima-se que para cada litro de ZIF, 83 litros de dióxido de carbono podem ser armazenados. Segundo um dos pesquisadores, novos cristais de ZIF são produzidos diariamente e essas reações produzem cristais tão bonitos quanto diamantes.

Via Science Daily

Ilhas de Energia para abastecer o mundo

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A energia das ondas já vem sendo utilizada atualmente como uma fonte de energia renovável. Mas e a diferença de temperatura da água dos oceanos poderia ser nossa próxima fonte de energia limpa? As “Ilhas de Energia” flutuantes, um idéia com mais de um século de idade, pode se tornar em breve uma realidade na geração de energia elétrica renovável capaz de abastecer o mundo inteiro. O conceito – criar ilhas artificiais para coletar a energia dos ventos, das ondas e do sol nos trópicos – é baseada no trabalho de Jacques-Arsène d’Arsonval, um físico francês do século 19, que visionou a idéia de utilizar o oceano como um gigantesco coletor de energia solar.

Inspirada na idéia do físico francês, uma nova técnica chamada Conversão de Energia Térmica dos Oceanos (OTEC – Ocean Thermal Energy Conversion) está sendo desenvolvida. A técnica tira proveito das diferenças na temperatura entre a superfície do oceano (até 29°C nos trópicos) e da água localizada a um quilômetro de profundidade (tipicamente 5°C). A água mais quente da superfície é utilizada para aquecer amônia líquida – convertendo-a em vapor – que se expande para acionar uma turbina, gerando eletricidade. A amônia é então resfriada pelo uso da água localizada a um quilômetro de profundidade, o que faz com que a amônia volte ao seu estado líquido possibilitando um novo ciclo ao processo.

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O objetivo desse trabalho é contruir uma rede de “ilhas de energia”. Estima-se que cada ilha poderia produzir cerca de 250 MW e que 50.000 “ilhas de energia” seriam suficientes para satisfazer toda a demanda por energia no mundo, além de gerar 2 toneladas de água potável por pessoa por dia para a população do mundo todo, uma vez que a água dessalinizada é um dos sub-produtos do processo OTEC.

O processo funciona melhor quando há uma diferença de temperatura entre as águas de 20°C, fazendo com que as regiões tropical e sub-tropical sejam as melhores candidatas à instalação dessas “ilhas”. O conceito será lançado no final deste ano no Virgin Earth Challenge, que oferece U$25 milhões em prêmios para soluções inovadoras que combatam o aquecimento global.

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Via Telegraph

A importância dos prédios verdes na redução das emissões

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A criação de espaços de trabalho ambientalmente amigáveis é um fenômeno globlal que não pára de crescer. Os prédios têm sido projetados para apresentarem características “verdes”, onde o benefício para o meio ambiente, para as corporações e seus colaboradores são numerosas.

Na Índia, por exemplo, a quantidade de “prédios verdes” cresce a cada ano. Recentemente, o ITC Green Centre, um prédio de escritórios localizado na cidade de Gurgaon (que possui cerca de 2 milhões de habitantes) recebeu a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) da USGBC (United States Green Building Council).

O projeto do prédio levou em consideração a eficiência energética, o meio ambiente, a conservação de água, o uso de produtos reciclados e energia renovável. Além disso, o ITC Green Centre reduziu seu consumo de energia em 51%. O ITC possui a maior pontuação em sua categoria além de ser o maior prédio do mundo a possuir a certificação Platinum.

Via: Times Now

Árvores sintéticas para a captura de CO2 do ar

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Segundo dados do IPCC, os principais gases do efeito estufa são o vapor d’água (responsável em cerca de 36-70%), o dióxido de carbono (que causa entre 9 e 26%), o metano (responsável por 4-9%), o ozônio (entre 3 e 7%) e também o hexa fluoreto de enxofre (SF6). Com esses dados em mente e com a preocupação de diminuir as concentrações de CO2 na atmosfera, Klaus Lackner, professor de Geofísica da Columbia University, está trabalhando em um interssante conceito para resolver esse problema: árvores sintéticas.

A idéia é reproduzir o processo de fotossíntese para capturar e armazenar quantidades expressivas do gás carbônico. Cerca de 90.000 toneladas de CO2 por ano – aproximadamente o emitido anualmente por 15.000 automóveis – poderiam ser capturadas pela estrutura. Além disso, a árvore seqüestradora de carbono poderia gerar cerca de 3 megawatts, tornando sua operação auto-suficiente em energia.

A estrutura – semelhante a um gigantesco mata-moscas – agiria como uma espoja gigantesca para sugar o dióxido de carbono. A árvore sintética teria aproximadamente 300 metros de altura e ocuparia uma área equivalente a de um campo de futebol. Uma solução de hidróxido de sódio presente nas hastes internas seria responsável pela captura do CO2 presente no ar.

Segundo Klaus Lackner,

A eficiência desse sistema seria superior a de uma árvore natural. Podemos, com o uso dessa tecnologia, coletar uma fração signficativa do carbono presente no ar.

A vantagem no uso desse sistema é que ele seria capaz de remover o CO2 independente de onde ele estiver sendo gerado – carros, aviões, indústrias, termoelétricas. Nenhuma outra tecnologia para a captura do carbono existente atualmente poderia ser utilizada para a remoção de CO2 gerado por fontes móveis, como automóveis e aviões.

Via wattwatt

CO2 em combustível

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Uma equipe de pesquisadores do Sandia National Laboratories está estudando a conversão de dióxido de carbono em combustível com a utilização da energia solar. O projeto, entitulado Counter Rotating Ring Receiver Reactor Recuperator (CR5), irá quebrar a ligação carbono-oxigênio para formar monóxido de carbono (CO) e oxigênio. O monóxido de carbono seria utilizado para produzir hidrogênio ou serviria para a produção de combustíveis líquidos como metanol, gasolina ou diesel.

A pesquisa tinha como objetivo inicial quebrar a molécula de água em hidrogênio. No ano passado, a química da conversão de CO2 em CO com a utilização do sol foi provada. O próximo passo é a construção de um protótipo para o início de 2008. O primeiro desafio será capturar CO2 de onde ele é gerado: usinas termoelétricas. Com essa tecnologia, o CO2 capturado a partir da queima de carvão poderia ser utilizado para a criação de combustível líquido. Segundo um dos pesquisadores,

A equipe desenvolveu um protótipo que irá quebrar o dióxido de carbono pelo uso de um processo viável e inteligente. Essa invenção, ainda que distante do mercado uns bons 15 ou 20 anos, carrega a promessa de ser capaz de reduzir as emissões de dióxido de carbono enquanto preserva a opção de continuar utilizando combustíveis que conhecemos e gostamos. Reciclar o dióxido de carbono em combustível é uma alternativa interessante e atrativa quando comparada ao processo de captura e armazenamento (CCS).

Via Science Daily

Relatório da ONU: economia sustentável possibilitará a criação de milhões de novos empregos

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Milhões de novos empregos serão criados pela transição a uma economia global de baixa emissão de carbono, revela um estudo preliminar do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) divulgado ontem na conferência sobre mudanças climáticas em Bali. O relatório, entitulado Green Jobs: Can the Transition to Environmental Sustainability Spur New Kinds and Higher Levels of Employment?, revela que o desenvolvimento de uma economia baseada em tecnologias sustentáveis possibilitará a criação de novos postos de trabalho na construção civil, em atividades de reflorestamento e agricultura, além das áreas de engenharia e transporte.

O relatório, que será lançado formalmente no início do próximo ano, informa que o “boom” de empregos verdes já está ocorrendo, com centenas de milhares de empregos criados na Alemanha e Espanha como resultado dos programas de energia renovável, e uma estimativa de 5,3 milhões de empregos criados na indústria do meio ambiente nos EUA durante o ano de 2005. Confirmando-se a atual tendência, a Alemanha terá mais empregos na área de tecnologias ambientais do que em seu setor automotivo no ano de 2020.

 UNEP

Lançado o primeiro Índice Global de Emissões de Carbono

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O Barclays Capital, divisão de investimento do Barclays Bank, anunciou o lançamento, pioneiro em nível mundial, do Barclays Capital Global Carbon Index (BGCI). Este índice segue a performance dos créditos de emissões de carbono, que estão associados aos mais importantes sistemas mundiais de negociação das emissões de gases que provocam o efeito estufa. Esta é a primeira vez que um índice desta natureza é disponibilizado aos gestores de carteira, bancos privados e investidores institucionais, que procuram um benchmark abrangente de análise deste mercado em franca expansão. O índice é determinado pelo Barclays Capital Environmental Markets Index Committee, um recém criado departamento independente, constituído por representantes da indústria do carbono e por membros da comunidade financeira institucional.

Numa primeira fase, o BGCI é constituído pela combinação de dois sub-índices que seguem a performance dos créditos de carbono associados ao Sistema de Comércio de Emissões da União Européia, e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) de Kyoto. O Barclays Capital irá garantir aconselhamento e análise relacionados com este índice através do site de índices do Barclays Capital, e também de outros canais de e-commerce, como a Bloomberg. Os índices são calculados diariamente e usam o sistema de fixação de preços e os calendários de mercado mais convenientes para os investidores. As diretrizes completas utilizadas para o estabelecimento do índice podem ser consultadas no Barclays Capital Global Carbon Index Guide.

Via Yahoo Finance