"Air Tree" – geração de oxigênio e energia

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A cidade de Madri planeja a construção de uma estrutura projetada para transformar “climaticamente” a arquitetura urbana da capital espanhola. A Air Tree, projetada pela Urban Ecosystems, será construída a partir de materais reciclados e será 100% auto-suficiente em energia.

Através do uso de células fotovoltaicas, a Air Tree produzirá uma grande quantidade de energia que será vendida às companhias elétricas locais. O lucro obtido com a venda será empregado na manutenção da estrutura.

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Via GreenLine Blog.

Árvores sintéticas para a captura de CO2 do ar

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Segundo dados do IPCC, os principais gases do efeito estufa são o vapor d’água (responsável em cerca de 36-70%), o dióxido de carbono (que causa entre 9 e 26%), o metano (responsável por 4-9%), o ozônio (entre 3 e 7%) e também o hexa fluoreto de enxofre (SF6). Com esses dados em mente e com a preocupação de diminuir as concentrações de CO2 na atmosfera, Klaus Lackner, professor de Geofísica da Columbia University, está trabalhando em um interssante conceito para resolver esse problema: árvores sintéticas.

A idéia é reproduzir o processo de fotossíntese para capturar e armazenar quantidades expressivas do gás carbônico. Cerca de 90.000 toneladas de CO2 por ano – aproximadamente o emitido anualmente por 15.000 automóveis – poderiam ser capturadas pela estrutura. Além disso, a árvore seqüestradora de carbono poderia gerar cerca de 3 megawatts, tornando sua operação auto-suficiente em energia.

A estrutura – semelhante a um gigantesco mata-moscas – agiria como uma espoja gigantesca para sugar o dióxido de carbono. A árvore sintética teria aproximadamente 300 metros de altura e ocuparia uma área equivalente a de um campo de futebol. Uma solução de hidróxido de sódio presente nas hastes internas seria responsável pela captura do CO2 presente no ar.

Segundo Klaus Lackner,

A eficiência desse sistema seria superior a de uma árvore natural. Podemos, com o uso dessa tecnologia, coletar uma fração signficativa do carbono presente no ar.

A vantagem no uso desse sistema é que ele seria capaz de remover o CO2 independente de onde ele estiver sendo gerado – carros, aviões, indústrias, termoelétricas. Nenhuma outra tecnologia para a captura do carbono existente atualmente poderia ser utilizada para a remoção de CO2 gerado por fontes móveis, como automóveis e aviões.

Via wattwatt

Ônibus solar Tindo

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A cidade australiana de Adelaide acaba de elevar seu padrão de sustentabilidade com a introdução do primeiro ônibus elétrico do mundo abastecido 100% com energia solar.

O ônibus, que oferece serviço de transporte gratuito para a população de Adelaide, foi produzido a partir de componentes de alta qualidade fornecidos por companhias de transporte e tecnologia como as gigantes MAN e Siemens. Produzido pela empresa Neo-Zelandesa Designline International, o ônibus não possui um motor a combustão, o que o torna extremamente silencioso e sem emissões.

Via Adelaide City Council

Eco-hotel voador

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Premiado pelo Design Observer 2008, o Manned Cloud é um hotel voador que permite a seus passageiros a descoberta de áreas inacessíveis sem a necessidade de infra-estrutura alguma (aeroportos, estradas, hotéis, etc.) a uma velocidade de até 280 Km/h. O conceito está sendo gerenciado pela Massaud Studio juntamente com o centro de pesquisas aeroespaciais da França.

O hotel voador é um grande zeppelin com serviço de bordo, acomodação (60 quartos) e salão de beleza. De acordo com seu criador, o hotel dirigível será capaz de fazer a volta ao mundo em 3 dias sem paradas. E isso sem deixar nenhum vestígio de poluição por onde passar. Sua construção está prevista para os próximos anos.

Via Bornrich

Saneamento para todos os brasileiros: ano 2122

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Apenas 47% da população brasileira têm acesso à rede geral de esgoto, e se for mantido o atual volume de investimentos o saneamento universal só será atingido quando o País completar 300 anos de independência, em 2122.

O alerta foi dado pelo não-governamental Instituto Trata Brasil (ITB), que busca mobilizar diferentes segmentos da sociedade para garantir o saneamento neste País com mais de 188 milhões de habitantes. Um estudo divulgado na semana passada pelo ITB de autoria do pesquisador Marcelo Néri, mostra que a rede de esgoto cresceu menos em comparação com outros serviços públicos, como água, coleta de lixo e eletricidade.

Quanto menor é o investimento maior é a mortalidade de crianças até seis anos de idade, que se eleva nos locais onde não há esgoto, afirma o estudo. As doenças relacionadas com a falta de saneamento causaram cerca de 700 mil internações hospitalares anuais na última década, disse à IPS Luís Felli, presidente do ITB, que conta com apoio do setor privado e que encomendou a pesquisa à Fundação Getulio Vargas. Estima-se que 65% das internações de menores de 10 anos são causadas, entre outras causas, pela deficiência ou falta de esgoto tratado.

Mas, segundo Felli, a falta de saneamento não se reflete apenas na saúde, mas também afeta a educação: 34% das ausências de crianças até seis anos na pré-escola e na escola primaria se devem a doenças derivadas da contaminação da água, com a diarréia. Diariamente, morrem sete menores de cinco anos. “São mais de 200 mortes por mês. Isso equivale a um avião lotado de crianças caindo por mês no Brasil”, comparou Felli. Os cálculos do ITB mostram que para cada real que fosse investido em saneamento se poderia economizar US$ 2,28 em gastos de saúde.

Além disso, mais saneamento também significa uma “redução do custo Brasil”, já que a criação de infra-estrutura básica atrairia novos negócios e novas indústrias, que aumentariam a geração de emprego e renda, disse Felli. O presidente do ITB deu, como exemplo, que US$ 57 milhões investidos em obras de saneamento gerariam 30 empregos diretos e 20 indiretos, além de empregos permanentes quando o sistema entrasse em operação. Com investimento de US$ 6,2 bilhões por ano, reclamado por especialistas em saneamento, seriam gerados 550 mil novos empregos no mesmo período.

O estudo do ITB foi divulgado às vésperas de 2008, declarado pela Organização das Nações Unidas como Ano Internacional do Seneamento Básico. Os governos do mundo se comprometeram em 2000 a reduzir pela metade a porcentagem de pessoas sem acesso à água potável e ao saneamento, até 2015.

Via IPS

Os 20 maiores em emissões de CO2

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Desde 1990, as emissões de CO2 cresceram de 23 bilhões de toneladas para 30 bilhões de toneladas ao redor do mundo. O Protocolo de Kyoto estipulou uma meta nas emissões dos gases do efeito estufa para os países desenvolvidos para o período 2008-2012:  suas emissões deveriam ser pelo menos 5% menores do que os níveis de 1990. Clicando na figura acima, podemos ver a evolução das emissões dos 20 maiores poluidores do mundo no período 1990-2005.

Abaixo, os 20 maiores de acordo com os dados de 2005 e medidos em bilhões de toneladas de CO2 (entre parênteses a variação nas emissões):

  • Estados Unidos: 5,957 (+23%)
  • China: 5,323 (+122%)
  • Rússia: 1,984 (-17%)
  • Japão: 1,230 (+15%)
  • Índia: 1,166 (+71%)
  • Alemanha: 0,844 (-16%)
  • Canadá: 0,631 (+52%)
  • Reino Unido: 0,577 (-0.3%)
  • Coréia do Sul: 0,500 (+107%)
  • Itália: 0,467 (+20%)
  • Irã: 0,450 (+106%)
  • África do Sul: 0,423 (+28%)
  • França: 0,415 (+14%)
  • Áustria: 0,412 (+62%)
  • Arábia Saudita: 0,406 (+46%)
  • México: 0,398 (-3,8%)
  • Espanha: 0,387 (+78%)
  • Brasil: 0,360 (72%)
  • Indonésia: 0,359 (+69%)
  • Ucrânia: 0,342 (-75%)

Via Guardian Unlimited

Captura de gás carbônico e injeção no subsolo

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NRG Energy e Powerspan, duas empresas do ramo de geração de eletricidade, anunciaram um plano para a criação de um dos maiores projetos de captura e seqüestro de dióxido de carbono originado por termoelétricas. As companhias disseram que a unidade a ser instalada em Sugar Land, no Texas, irá capturar e seqüestrar as emissões equivalentes a de um gerador de 125 megawatt.

A captura e o seqüestro de carbono tem sido apontada por especialistas como uma importante tecnologia para a redução das emissões de gases do efeito estufa originadas do carvão, um dos combustíveis mais sujos e abundantes. A idéia é construir as unidades de captura do carbono próximas às usinas termoelétricas.

A NRG Energy tem como plano capturar a poluição de seus geradores e então bombear esses gases no subsolo, o que ajudaria na extração de petróleo. A unidade foi projetada para capturar 90% das emissões de dióxido de carbono da termoelétrica e começará a operar em 2012.

O processo da Powespan, chamado Oxidação Eletro-Catalítica, filtra óxido nítrico, dióxido de enxofre, mercúrio e partículas finas das chaminés. O dióxido de carbono remanescente é capturado por uma solução de amônia, a qual é recuperada posteriormente. A empresa já captou U$60 milhões para o projeto.

Via CNET News