Etanol a partir de mandioca doce

mandioca

Durante uma viagem de coleta de plantas na Amazônia o pesquisador Luiz Joaquim Castelo Branco Carvalho, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, de Brasília, conheceu uma variedade de mandioca que em vez de amido tem grande quantidade de açúcares na raiz.. A variedade descoberta pelo pesquisador é na realidade uma mutação genética, guardada e usada pelos índios brasileiros antes mesmo de os portugueses chegarem ao Brasil, para obtenção de bebida alcoólica.

A planta mutante, após um processo tradicional de seleção de variedades e cruzamento com plantas adaptadas a algumas regiões escolhidas para futuros plantios, resultou em uma variedade que dispensa o processo de hidrólise do amido da mandioca para transformação em açúcar e conversão em álcoois, inclusive o carburante para o combustível. “A eliminação da hidrólise do amido reduz em torno de 30% o consumo de energia no processo de produção de etanol de mandioca”, diz Carvalho.

Da variedade, chamada de mandioca açucarada, a raiz é colhida, moída, prensada e o caldo sai pronto para ser usado no processo de produção do álcool, o que a diferencia das outras matérias-primas utilizadas com a mesma finalidade. Pelo processo tradicional de produção de álcool de mandioca é preciso recorrer a enzimas para transformar o amido em açúcar.

A proposta de produzir álcool a partir da mandioca açucarada não significa concorrência com o etanol de cana-de-açúcar, mas sim a possibilidade de ocupar outros nichos agrícolas, como a Amazônia, o Nordeste e o Centro-Oeste. Os resultados de três anos de experimentos apontaram uma produção que variou de 8 a 60 toneladas de raiz por hectare, dependendo da variedade plantada.

Com a variedade testada foi obtido um rendimento de 14 metros cúbicos (m3) de álcool por hectare ao ano. Isso por um processo de fermentação que dura apenas dez horas. Pelo processo convencional de hidrólise de amido da mandioca o rendimento é em torno de 6,4 m3 de álcool por um processo de fermentação que dura cerca de 60 a 70 horas, enquanto o processo tradicional da cana chegou a 8 m3 num tempo de 48 horas.

Uma das características mais marcantes da mandioca é a capacidade de produção, mesmo em condições adversas. Esse comportamento é explicado pela eficiente associação de fungos com raízes da mandioca, conhecida como micorrizas, e pela associação com outros microorganismos fixadores de nitrogênio. A planta também é resistente à falta de chuvas tanto no plantio como durante o período produtivo.

Uma das grandes vantagens para exploração da mandioca como produtora de etanol é que não existe no mundo um país que disponha de tanta diversidade genética dessa planta como o Brasil, porque ela foi domesticada aqui. O amido da planta é uma fonte energética bastante eficiente. Enquanto 1 tonelada de cana produz 85 litros de álcool, 1 tonelada de mandioca com rendimento de 33% de amido e 2% de açúcares pode produzir 211 litros de álcool combustível, mas já existem variedades com 36% de amido.

Porém, os custos de produção da cana são menores se comparados aos da mandioca. O custo da tonelada da cana foi de R$ 37,60 por tonelada na safra de 2005 a 2006, enquanto o da mandioca correspondeu a R$ 84,52 por tonelada no mesmo período.

Via Revista Pesquisa FAPESP

Nova Kombi-casa ecológica

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O designer canadense Alexandre Verdier transformou a Kombi em uma moderna casa-ecológica para acampamentos. O veículo é equipado com um motor híbrido (gasolina e elétrico) de 200 hp que emite apenas 160 g de CO2 por km. Outros itens incluem painéis solares no teto (40 watt – 12 volts), GPS para navegação, internet wireless e uma mini-cozinha.

Preço: 69 mil dólares.

Via Verdier

Gás metano como combustível para automóveis

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Para Harold Bate, um granjeiro e inventor de Devonshire, Inglaterra, combustível nunca foi problema: ele tem utilizado o gás metano resultante da decomposição das fezes de frango para abastecer seu automóvel Hillman 1953. Segundo Bate, o gás é alimentado ao motor por um mecanismo especial inventado por ele e seu automóvel consegue atingir velocidades próximas a 120 Km/h sem o uso de gasolina.

Para a geração do metano, Bate introduz cerca de 15 litros de esterco de frango em um cilindro metálico selado o qual é mantido aquecido a 80 graus Celcius com o uso de uma lamparina a óleo. O gás é coletado em garrafas ou balões de plástico através de uma válvula de saída e armazenado para uso. O gás é também utilizado para aquecimento de sua residência e como combustível para um caminhão de cinco toneladas.

O metano é um combustível renovável e menos agressivo ao meio ambiente quando comparado a combustíveis fósseis. São gerados água e CO2 como sub-produtos de sua combustão. Além disso, pode ser produzido pelo aproveitamento de resíduos orgânicos que acabariam, na maioria das vezes, contaminando corpos d’água e sobrecarregando aterros sanitários.

Via MotherEarthNews

Ônibus solar Tindo

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A cidade australiana de Adelaide acaba de elevar seu padrão de sustentabilidade com a introdução do primeiro ônibus elétrico do mundo abastecido 100% com energia solar.

O ônibus, que oferece serviço de transporte gratuito para a população de Adelaide, foi produzido a partir de componentes de alta qualidade fornecidos por companhias de transporte e tecnologia como as gigantes MAN e Siemens. Produzido pela empresa Neo-Zelandesa Designline International, o ônibus não possui um motor a combustão, o que o torna extremamente silencioso e sem emissões.

Via Adelaide City Council

Eco-hotel voador

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Premiado pelo Design Observer 2008, o Manned Cloud é um hotel voador que permite a seus passageiros a descoberta de áreas inacessíveis sem a necessidade de infra-estrutura alguma (aeroportos, estradas, hotéis, etc.) a uma velocidade de até 280 Km/h. O conceito está sendo gerenciado pela Massaud Studio juntamente com o centro de pesquisas aeroespaciais da França.

O hotel voador é um grande zeppelin com serviço de bordo, acomodação (60 quartos) e salão de beleza. De acordo com seu criador, o hotel dirigível será capaz de fazer a volta ao mundo em 3 dias sem paradas. E isso sem deixar nenhum vestígio de poluição por onde passar. Sua construção está prevista para os próximos anos.

Via Bornrich

Lavagem de carro sem água

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A empresa americana Lucky Earth Products lançou no mercado um produto chamado “Green Earth Waterless Car Wash” para a lavagem de carros sem o uso de água. O produto feito a base de água, extrato de côco, silicone e sais é borrifado na superfície do carro. Uma vez lá, ele atrai a sujeira através de princípios eletrostáticos. O próximo passo é passar um pano para retirar o produto e a sujeira.

Um litro do produto custa cerca de 20 dólares e é suficiente para 10 lavagens. A motivação da empresa é tanto a economia de água e a redução do uso de produtos químicos. Uma lavagem profissional consome entre 90 e 170 litros de água. Estima-se que, em uma lavagem “caseira”, o consumo de água seja quase o dobro.

Via CNET News

Transforme o óleo de cozinha usado em biocombustível com o FuelPod2

FuelPod2

Você não sabe como dar uma disposição final correta ao óleo de cozinha utilizado? Um alternativa interessante seria transformá-lo em biocombustível e abastecer seu carro sem sair de casa. Com FuelPod2 isso já é possível. Trata-se de um processador doméstico de biocombustível. Ele é alimentado com o óleo de cozinha usado e o combustível produzido pode ser utilizado em qualquer motor convencional a diesel sem modificações e sem afetar sua performance.

O FuelPod2 consegue converter até 50 litros de cada vez. Com 60 cm de diâmetro e 1,40 m de altura, ele pode ser guardado facilmente em uma garagem. É operado através de um compressor e está sendo vendido no Reino Unido por cerca de U$4200. Mas o difícil mesmo será conseguir óleo suficiente em uma residência convencial. O jeito será apelar a restaurantes e bares.

Via Reuters