CO2 em combustível

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Uma equipe de pesquisadores do Sandia National Laboratories está estudando a conversão de dióxido de carbono em combustível com a utilização da energia solar. O projeto, entitulado Counter Rotating Ring Receiver Reactor Recuperator (CR5), irá quebrar a ligação carbono-oxigênio para formar monóxido de carbono (CO) e oxigênio. O monóxido de carbono seria utilizado para produzir hidrogênio ou serviria para a produção de combustíveis líquidos como metanol, gasolina ou diesel.

A pesquisa tinha como objetivo inicial quebrar a molécula de água em hidrogênio. No ano passado, a química da conversão de CO2 em CO com a utilização do sol foi provada. O próximo passo é a construção de um protótipo para o início de 2008. O primeiro desafio será capturar CO2 de onde ele é gerado: usinas termoelétricas. Com essa tecnologia, o CO2 capturado a partir da queima de carvão poderia ser utilizado para a criação de combustível líquido. Segundo um dos pesquisadores,

A equipe desenvolveu um protótipo que irá quebrar o dióxido de carbono pelo uso de um processo viável e inteligente. Essa invenção, ainda que distante do mercado uns bons 15 ou 20 anos, carrega a promessa de ser capaz de reduzir as emissões de dióxido de carbono enquanto preserva a opção de continuar utilizando combustíveis que conhecemos e gostamos. Reciclar o dióxido de carbono em combustível é uma alternativa interessante e atrativa quando comparada ao processo de captura e armazenamento (CCS).

Via Science Daily

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Prêmio inovação 2007 – Células solares impressas

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A revista norte-americana Popular Science divulgou esta semana os vencedores dos prêmios de inovação em diversas categorias. O produto vencedor da categoria Tecnologias Verdes venceu também como a inovação do ano: Nanosolar Powersheet. A Nanosolar, uma empresa situada no Vale do Silício, produz células solares através do processo tradicional de impressão em prensas. Uma fina camada de um nano-pigmento capaz de absorver energia solar é impressa em folhas de metal. Desta forma, os painéis podem ser produzidos custando cerca de um décimo do custo de um painel tradicional e a uma velocidade de centenas de folhas por minuto. Na verdade, é um painel solar sem painel; é um revestimento maleável que pode ser facilmente distribuído pelo telhado de uma casa e que converte energia solar em energia elétrica. Com investimento dos fundadores do Google e contando com $20 milhòes de dólares do Departamento de Energia norte-americano, as primeiras células comerciais da Nanosolar começaram a sair das prensas este ano.

O elevado custo tem sido o grande problema da indústria de energia solar. As células tradicionis requerem silício para sua fabricação, um elemento extremamente caro. Outro problema é que estes painéis são montados em vidro, o que os torna pesados, perigosos e caros para o transporte e instalação. Além disso, cerca de 70% do silício se perde durante o processo de fabricação. A Nanosolar não utiliza silício e o processo de fabricação permite a criação de células tão eficientes quanto as células comerciais mais comuns por cerca de 30 centavos de dólar por watt. Uma célula tradicional chega a ser produzida ao custo de 3 dólares por watt. Segundo Dan Kammen, diretor-fundador do Renewable and Appropriate Energy Laboratory da Universidade da Califórnia, Berkeley:

Estamos falando sobre a impressão de rolos desse produto e instalação em trailer, garagens, em qualquer lugar que você quiser. Isso é uma grande mudança no modo como pensamos sobre energia solar e uma alteração essencial na economia da energia solar.

A empresa acabou de construir em San Jose, Califórnia, o que em breve será a maior unidade manufatureira de painéis solares do mundo. Quando a unidade entrar em operação no início do próximo ano, serão produzidas por ano células solares capazes de criar 430 megawatts – mais do que o total combinado de cada planta solar existente nos EUA. As primeiras 100.000 células serão enviadas à Europa, onde um consórcio irá construir uma planta de 1,4 megawatt em 2008.

Para se ter uma idéia do potencial dessa nova tecnologia, o governo da Califórnia dará incentivos fiscais para que sejam instalados 100.000 tetos solares por ano, pelos próximos dez anos (o estado conta atualmente com 30.000 tetos solares).

Mais detalhes sobre o produto podem ser vistos no site da revista que disponibiliza uma animação sobre a fabricação do painel e dá detalhes sobre as camadas constituites do Powersheet.

popsci.com

Estação de pesquisas na Antárctica: zero em emissões

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A Estação Princesa Elisabeth será a primeira do tipo “emissão-zero” no mundo. Financiada pelo governo da Bélgica e projetada e operada pelo International Polar Foundation, a estação de pesquisas será construída a partir de materiais ecológicos e minimizará a geração de resíduos e consumo de energia. Além disso, o fornecimento de energia à estação será feito todo a partir de fontes renováveis. Seu telhado será coberto por painéis solares e serão instaladas oito turbinas eólicas próximas à estação. A Estação Princesa Elisabeth Antarctica usará apenas 20% da energia utilizada por uma estação convencional. O aquecimento será realizado a partir de uma mistura de sistemas passivos e ativos, incluindo um sistema de recuperação onde todo o calor gerado pelos equipamentos será coletado e redistribuído pela base.

Devido ao fato de não dependerem mais do transporte de combustíveis, os custos de operação e o impacto sobre o meio ambiente serão mantidos baixos enquanto os cientistas realizam pesquisas sobre climotologia, glaciologia e microbiologia pelos próximos 25 anos. A estação chegará ao pólo sul por volta do Natal deste ano e começará a funcionar no ano de 2008. Abrigará cerca de 20 cientistas.

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Via Inhabitat

Torre Solar de 1Km de altura: geração de 200 megawatts

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A busca por fontes renováveis de energia acaba de dar um ambicioso passo com a compra de uma fazenda de 10.000 ha na Austrália. O projeto alternativo de energia não inclui a produção de biocombustíveis nem a construção de um parque eólico. Trata-se da construção de uma estação térmica de 1Km de altura chamada de Solar Tower. Anunciada há alguns anos, a torre solar é atualmente um dos projetos alternativos de energia mais ambiciosos do planeta: uma planta de energia renovável com capacidade para geração de energia comparável a de uma pequena estação nuclear porém totalmente segura. Se construída, a torre terá aproximadamente o dobro da altura de uma das maiores estruturas do mundo, o Empire State Building.

A Solar Tower funciona como uma chaminé localizada no meio de uma base circular equipada com coletores solares. O air sob o coletor é aquecido pelo sol e se desloca pela base da chaminé até o seu topo por convecção (ar quente sobe). Na subida, ele ganha velocidade (cerca de 56 Km/h) e passa através de 32 turbinas localizadas no interior da torre, gerando eletricidade.

Até o momento, o maior impedimento para a construção da torre tem sido seu elevado custo, estimado entre U$ 500 milhões e U$ 700 milhões. Estima-se que a Solar Tower poderá gerar cerca de 200 megawatts, eletricidade suficiente para abastecer 200.000 casas.

Abaixo, uma animação sobre a Solar Tower:

Via Wired